MAKIS TEMAKERIA

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NOVO SISTEMA DE CURATIVO


Médicos e pacientes se unem para criar sistema de curativo a vácuo

Um médico com uma ideia na cabeça e um paciente com capacidade técnica para realizá-la. Foi assim que surgiu um dispositivo que deve revolucionar o tratamento de feridas no país. O novo curativo a vácuo acelera a cicatrização, diminui a possibilidade de infecções e reduz o custo de tratamento de R$ 4 mil para R$ 90.

O projeto se tornou possível quando o cirurgião Fábio Kamamoto, responsável pela cirurgia plástica do Hospital Universitário da USP, atendeu o professor José Carlos de Moraes, do Laboratório de Engenharia Biomédica da Poli. Os dois conversaram sobre um antigo estudo do médico.

O mecanismo do curativo a vácuo era simples. Usava esponja, mangueiras plásticas e a rede de vácuo que já existia sobre os próprios leitos. Mas havia um problema: a sucção de ar era irregular. “O sistema de vácuo oscilava durante o dia conforme a quantidade de pessoas que estivessem usando”, diz o médico.

Foi ai que entrou a contribuição de seu ex-paciente, o engenheiro da Poli. Ele analisou o projeto do médico e o orientou a usar um regulador para estabilizar a pressão do ar. Nos últimos seis meses, os dois analisaram juntos o uso de uma válvula e, em dezembro, patentearam o dispositivo.

Com o aparelho, três curativos passaram a custar apenas R$ 90. Esse valor é 44 vezes inferior ao custo de curativos similares.Para mais informações procurar o HU, na Cidade Universitária, ou pelo telefone (11) 3091-9200.

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