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domingo, 15 de fevereiro de 2009

VIDEO GAME E FISIOTERAPIA


Hospital do Rio Grande do Sul adota videogame em tratamento pediátrico

O Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, foi um dos primeiros centros de recuperação a utilizar videogames como ferramenta alternativa em um processo de recuperação pediátrico. Em conjunto com a equipe de fisioterapia do hospital, o médico Jefferson Braga, especialista em cirurgia da mão, recomendou a um garoto de 4 anos, vítima de um acidente com uma escada rolante de um shopping local, a jogar videogame.
O tratamento, parte da fisioterapia ocupacional, ainda bastante vanguardista no Brasil, teve uma resposta bastante positiva. O garoto, que passou por cinco cirurgias, teve mais de 90% dos movimentos de suas mãos recuperados, além de não oferecer nenhuma resistência a prescrição médica.
"O garoto ficou 50 minutos preso a uma escada rolante e isso o deixou traumatizado; foi por isso que optamos por um tratamento diferenciado", explicou o Doutor Jefferson Braga, responsável pelo caso. "A fisioterapia ocupacional pareceu interessante e o resultado foi bastante positivo; o paciente recuperou quase todo movimento", completou o médico.
Foi a primeira vez que Braga prescreveu o uso de um videogame a um paciente, entretanto ele afirmou que, diante da evolução vista no quadro do garoto, o mesmo tratamento pode ser repetido, quando necessário. Os pais, preocupados com o bem-estar da criança, não estranharam a atitude do médico, tampouco levantaram dúvidas quando a eficácia da fisioterapia alternativa. "Era algo que ele gostava muito e os pais liberaram geral", contou Braga.
O especialista acredita que os videogames podem se transformar em uma ferramenta a favor da medicina e firma-se como um dos primeiros profissionais do País a utilizar o aparelho na recuperação de crianças e adultos.
Fora do Brasil a prática já é conhecida e bastante pesquisada. Segundo um estudo publicado recentemente pela revista BMC Pediatrics, o uso de videogames por crianças internadas na UTI - Unidade de Terapia Intensiva -, pode ajudar na redução da dor. Ainda de acordo com um levantamento feito pelo Hospital da Universidade de Newark, em Nova Jérsei, Estados Unidos, os videogames podem ainda ser mais "eficazes que os tranquilizantes".

Na Holanda um outro estudo tem chamado atenção da comunidade médica. Segundo uma pesquisa do University Medical Center Utrecht, os games não só distraem as crianças internadas como também incentivam os pacientes a tomarem os remédios corretamente. Uma evolução para a medicina, sem qualquer sombra de dúvidas.

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