
Para lavar sua reputação, Ulisses usa até a Bíblia.
O vereador Ulisses Correia (PT) não se limita a zombar dos eleitores com seu esforço de preservar o cargo, cuja reeleição conquistou graças a irregularidades flagradas de viva voz durante a campanha – e que levaram a juíza Márcia Blanes (da 176ª Zona Eleitoral) a cassar-lhe o mandato em outubro.
Não, isso não basta. O vereador quer levar o escárnio à lei eleitoral às últimas conseqüências. Quer posar de vítima de alguma injustiça. Convocou até a Bíblia para abonar suas faltas – registradas num vídeo cujo teor ele não desmente.
Nesse vídeo, lá estão a voz e a imagem do vereador pedindo um compromisso de voto por escrito aos presentes a uma reunião da entidade de bairro que ele mesmo ajudou a criar.
E lá está a nossa "vítima" dizendo abertamente que só sua reeleição garantiria a permanência dos "programas sociais" com que a Prefeitura beneficia sua associação.
Como tais atos são contra a lei, o vereador foi cassado tão logo a juíza Márcia Blanes tomou conhecimento do vídeo, que lhe foi encaminhado juntamente com uma representação do PHS de Guarulhos.
Na quinta-feira, porém, apenas duas horas antes da diplomação dos eleitos, Ulisses conseguiu derrubar a liminar que lhe impedia de tomar posse no segundo mandato.
Feliz, foi correndo ao Teatro Adamastor para exibir-se com o diploma numa mão e a Bíblia na outra. E engatar uma conversa mole sobre a "perseguição aos primeiros cristãos" para justificar o fato de a lei eleitoral ter sido aplicada em Guarulhos.
Aos crentes, a cena foi de uma heresia a toda prova. Aos que, crentes ou não, prezam o decoro parlamentar e o cumprimento das leis, uma provocação.
Com sua cínica performance, ele não quer apenas provar que a Justiça está errada, e ele, certo. Quer, antes disso, desmoralizar a legislação eleitoral e impor a conhecida doutrina segundo a qual, no seu partido, a " vontade do povo" estará sempre acima das lei, lavará qualquer reputação e revogará todos os crimes.
Não, isso não basta. O vereador quer levar o escárnio à lei eleitoral às últimas conseqüências. Quer posar de vítima de alguma injustiça. Convocou até a Bíblia para abonar suas faltas – registradas num vídeo cujo teor ele não desmente.
Nesse vídeo, lá estão a voz e a imagem do vereador pedindo um compromisso de voto por escrito aos presentes a uma reunião da entidade de bairro que ele mesmo ajudou a criar.
E lá está a nossa "vítima" dizendo abertamente que só sua reeleição garantiria a permanência dos "programas sociais" com que a Prefeitura beneficia sua associação.
Como tais atos são contra a lei, o vereador foi cassado tão logo a juíza Márcia Blanes tomou conhecimento do vídeo, que lhe foi encaminhado juntamente com uma representação do PHS de Guarulhos.
Na quinta-feira, porém, apenas duas horas antes da diplomação dos eleitos, Ulisses conseguiu derrubar a liminar que lhe impedia de tomar posse no segundo mandato.
Feliz, foi correndo ao Teatro Adamastor para exibir-se com o diploma numa mão e a Bíblia na outra. E engatar uma conversa mole sobre a "perseguição aos primeiros cristãos" para justificar o fato de a lei eleitoral ter sido aplicada em Guarulhos.
Aos crentes, a cena foi de uma heresia a toda prova. Aos que, crentes ou não, prezam o decoro parlamentar e o cumprimento das leis, uma provocação.
Com sua cínica performance, ele não quer apenas provar que a Justiça está errada, e ele, certo. Quer, antes disso, desmoralizar a legislação eleitoral e impor a conhecida doutrina segundo a qual, no seu partido, a " vontade do povo" estará sempre acima das lei, lavará qualquer reputação e revogará todos os crimes.
Texto extraido do Diario de Guarulhos, coluna opinião.


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