Os últimos episódios envolvendo a Justiça Eleitoral e um vereador eleito na cidade nos remete a acreditar que não se faz necessário a figura do juiz eleitoral. O vereador foi acusado, e quero acreditar, com base em fatos e/ou indícios irrefutáveis, de haver desrespeitado a Lei eleitoral e atentado contra resolução do Tribunal Superior Eleitoral. A juíza cassou sua diplomação por duas vezes e o Tribunal revogou estas liminares. Ora! Será que os juízes agem assim tão levianamente e de forma errônea ou atentatória contra o direito? Então não se faz necessário suas presenças, até pelo fato de colocar em risco o estado de direito. Deixemos então que os Tribunais resolvam tudo. E ainda, o vereador tripudia em cima da decisão da juíza comparando seus atos as odiosas perseguições aos cristãos pelos fariseus, exibindo a Bíblia Sagrada como seu escudo. Onde está o respeito e a harmonia entre os poderes? Que lição o povo tira destes procedimentos? A juíza disse o direito através de um ato jurisdicional ou exarou um mero ato de perseguição? Entre os operadores do direito encontraremos inúmeras justificativas, no entanto, relembremos o sábio provérbio de Cícero: "A mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta".
F.B. - Centro
O vereador demonstrou um típico desprezo pelas regras que regem os seres humanos, convicto de que seu "status" o torna superior aos outros reles mortais. Deve ter sido uma surpresa descobrir que os deuses do Legislativo sangram.
W.R.S. - Cocaia


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